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Festival Manhágua anuncia vencedores da mostra competitiva

O Festival Manhágua anunciou os filmes vencedores da mostra competitiva, premiados por júri técnico e popular. As produções vencedoras destacam diferentes aspectos da relação entre humanidade e águas, desde o cotidiano da pesca artesanal até narrativas ancestrais de povos originários.

O júri técnico do Festival Manhágua reconheceu a excelência artística e técnica das produções em diferentes categorias:

Melhor Filme: “O Sonho de Anu”, de Vanessa Kypá (Paraíba). A ficção narra a jornada de uma jovem originária do continente africano que, guiada pela memória da água e pela ciência do sonho, refaz os passos de seus ancestrais pelo território paraibano, plantando uma nova memória da presença indígena e negra no imaginário brasileiro.

Melhor Montagem: “Amaná”, de Antonio Fargoni (Ceará). A ficção acompanha Amaná, que vive em luto à procura de um ribeirão, e seu encontro com Madalena, descobrindo o caminho para o que lhe é essencial.

Melhor Fotografia: “Abandonar a Travessia”, de Renata Segatto Barboza da Silva (Espírito Santo). A videoarte assume o ato de nadar como prática ritualística, revisitando o mar como fluido vital capaz de gerar e regenerar vidas diante da modernidade colonial.

Menções Honrosas: O júri técnico concedeu ainda menções honrosas a “Maré Grande”, de Renata Freitas Machado (Bahia), documentário sobre mulheres marisqueiras e suas marcas nos mangues, e “Safira, o Mar e a Vida”, também reconhecido pela escolha do público.

O filme “Safira, o Mar e a Vida”, documentário dirigido por Luiz Fonseca (Rio Grande do Sul), conquistou o público e levou o prêmio do júri popular. A obra acompanha o cotidiano de uma trabalhadora da pesca artesanal, atividade milenar que permanece viva através das gerações.

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O Festival Manhágua é um evento cultural que une cinema e consciência ambiental para destacar a importância das fontes hídricas globais. O nome “Manhágua” representa a união de “mãe” e “água”, um tributo à mãe água e à ancestralidade dos povos latino-americanos.

Com programação que inclui mostras de cinema online e presencial, bate-papos culturais e ambientais, oficinas e apresentações artísticas, o festival promove educação ambiental e lembra da responsabilidade da sociedade como guardiã da “mãe terra”.

Criado em 2022 sob o nome Festival das Águas do ES, o evento alcançou mais de 10 mil pessoas em sua primeira edição e busca promover a sensibilização sobre a preservação das águas por meio da cultura. O 2º Festival Manhágua conta com o patrocínio do Grupo Águia Branca e apoio da Reserva Ambiental Águia Branca e do Natureza Eco Lodge. É uma realização da Caju Produções e da Secretaria Estadual da Cultura (Secult-ES), Governo do Espírito Santo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC).

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