A imagem apresenta uma densa vegetação de mangue com árvores de diferentes alturas e tonalidades de verde, desde tons mais claros até verdes mais escuros e intensos. As características raízes aéreas do mangue são visíveis na parte inferior, formando estruturas entrelaçadas que se estendem até a água escura em primeiro plano. Uma pequena embarcação verde está ancorada entre a vegetação, servindo como referência de escala e indicando a presença humana no ambiente. O céu apresenta nuvens brancas espalhadas sobre um fundo azul, criando um contraste natural com a vegetação exuberante.
Manguezal na APA Costa das Algas. Foto: Leonardo Merçon

Por: Luã Quintão

Aperte o cinto, porque hoje o rolê é na floresta (e no mar). Você vai navegar em uma expedição por trilhas e ondas que guardam mais do que beleza: guardam histórias de resistência, vida selvagem e gente que protege tudo isso de verdade. Spoiler: temos descoberta no caminho e uma nova forma de enxergar o Espírito Santo.

Imagine sair de casa e, em poucos minutos, estar num lugar onde o som não é de carro, notificação ou obra. O som é de pássaro raro, vento cortando as copas e, com sorte, até uma onça-parda (de longe, tá?). E não, não é cena de filme: está bem aqui no Espírito Santo.

Sabe aquelas reservas que a gente aprende na escola, tipo “área de conservação”? Bora trocar esse discurso por um spoiler oficial: essas reservas são como checkpoints da vida. E spoiler número dois: tem uma galera segurando a barra pra que esses lugares continuem existindo.

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Na região norte do estado, mais precisamente em Aracruz, Sooretama e Conceição da Barra, tem pedaços inteiros de Mata Atlântica que estão resistindo bravamente. A Suzano, empresa que você provavelmente já ouviu falar, mantém e conserva essas áreas.

Eles cuidam de um corredor ecológico, uma verdadeira imensidão verde que, só no ES, tem mais de 113 mil hectares de mata preservada. Para visualizar: é tipo pegar 113 mil campos de futebol e deixar tudo coberto de árvore, bicho e vida.

Os Corredores Ecológicos, ou de biodiversidade, são áreas que ligam fragmentos de florestas nativas que foram separados devido a atividades humanas, como construção de rodovias, cultivos agrícolas, pastagens e construção de cidades. Eles criam coberturas vegetais que estimulam a passagem de animais por diferentes áreas da mata nativa, o que permite a dispersão de sementes, a polinização, a restauração ambiental e a conservação da biodiversidade.

Parte dos territórios preservados pela Suzano na Bahia e no Espírito Santo são identificados como Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), que desempenham importante papel na preservação da biodiversidade. Além disso, a empresa também mantém Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), reservas naturais permanentes reconhecidas pelo governo. As duas protegem a natureza, mas de jeitos diferentes! 

Quando nos referimos a uma AAVC, é como um “mapa do tesouro” dos lugares especiais da propriedade: onde vive um animal raro, nasce um rio, ou há floresta antiga. A empresa identifica e cuida desses locais, mas eles continuam sendo sua propriedade.

Já uma RPPN é quando alguém transforma oficialmente sua área em reserva natural, com registro no governo. É uma promessa oficial permanente: “Esta floresta ficará protegida para sempre”, mesmo com venda ou herança. Uma vez criada, não pode voltar atrás.

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Além dos pés no chão (ou na lama dos manguezais), o time da Suzano usa drones, sensores e câmeras para monitorar bicho, planta, água e até como anda a regeneração da floresta.

Essa integração com a tecnologia é uma forma de manter protegidas as florestas. Isso é necessário porque essas áreas desempenham um papel estratégico na conservação da biodiversidade e na proteção de ecossistemas de vegetação nativa. O cuidado e a valorização dessas reservas são elementos essenciais da nossa estratégia de biodiversidade, especialmente na Mata Atlântica, território que sofreu devastação intensiva.

A imagem mostra um campo de futebol preenchido com diversas árvores e algumas folhagens ao fundo. É possível ler ainda o texto "270 mil deste aqui!"

Considerando suas áreas de atuação no Espírito Santo e na Bahia, a Suzano mantém cerca de 270 mil hectares dedicados à preservação, área equivalente a 270 mil campos de futebol: 58% em território baiano e 42% em território capixaba.

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Duas áreas de preservação que provam:
cuidar do mar é também cuidar de nós

Entre recifes, restingas, manguezais e florestas de restinga, o Espírito Santo guarda dois tesouros que respiram vida e preservação: a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz.

Criada para proteger a costa e a rica biodiversidade marinha, a APA Costa das Algas se estende entre uma faixa litorânea nos municípios de Serra, Fundão e Aracruz. Ela é lar de espécies ameaçadas, abriga áreas de desova de tartarugas marinhas e ainda garante espaço para atividades sustentáveis, como a pesca artesanal e o turismo consciente. Tudo isso em harmonia com a natureza. 

Já o Revis de Santa Cruz é mais restrito, e por um bom motivo. Esse refúgio é um verdadeiro santuário ecológico, onde a vida selvagem encontra abrigo sem interferência. Com acesso controlado e foco total na preservação, ele protege aves costeiras, manguezais e ecossistemas que dependem da tranquilidade para sobreviver. 

Juntas, essas duas áreas mostram como o Espírito Santo tem muito mais do que praias lindas: tem um litoral que inspira respeito, cuidado e conexão com a natureza. É o mar que respira e nos ensina a respirar junto.

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Ilustração de uma jaguatirica em estilo cartoon, mostrando o felino selvagem com sua característica pelagem amarelo-dourada coberta de rosetas pretas arredondadas. O animal está representado em posição de caminhada, com expressão alerta e alguns elementos de vegetação ao redor.
Jaguatirica (sim, felino selvagem de verdade)
Representação de um pequeno primata com pelagem dourada e característica juba escura ao redor da cabeça, agarrado a um galho de árvore. O desenho destaca os traços faciais expressivos e a postura típica dos micos quando se locomovem entre as árvores.
Mico-estrela (os carismáticos de topete)
Desenho estilizado de um tamanduá-mirim com sua pelagem característica em tons marrons e bege, destacando o focinho alongado típico da espécie. Um filhote pequeno aparece montado nas costas do animal adulto, representando o comportamento natural desses mamíferos.
Tamanduá-mirim (aquele fofo do bico comprido)

Ilustração de uma ave com plumagem verde-oliva nas partes superiores, peito amarelado e cabeça preta, empoleirada em um galho. O desenho mostra o pássaro em posição de canto, com o bico entreaberto, referenciando o comportamento vocal mencionado na legenda. As cores são representadas de forma viva, destacando a beleza desta espécie brasileira.
Sabiá-pimenta (cantando nas árvores)

Fora as mais de 1000 espécies de plantas – tipo orquídeas, que nem aparecem no Pinterest.

Só no ES, essas áreas abrigam 590 espécies de aves e 65 de mamíferos. (Fonte: Suzano)

A fotografia noturna captura uma jaguatirica (ocelote) em seu habitat natural, iluminada por luz artificial que revela suas características marcantes: pelagem dourada com rosetas pretas distintivas, corpo esbelto e musculoso típico dos felinos selvagens. O animal está posicionado entre troncos caídos e vegetação rasteira, com folhas secas espalhadas pelo chão da floresta.

Jaguatirica registrada em área da Suzano. Foto: Divulgação

Sabe aquelas câmeras escondidas no meio da mata?

Elas já flagraram jaguatirica dando rolê, tamanduá caçando formiga e até micos que parecem estar fofocando. É tipo reality show, só que da natureza.

Não é papo de hippie nem de tio do zap: essas florestas seguram a onda, literalmente, do que tá aqui embaixo, no litoral.

Quando a gente protege a mata, está protegendo também manguezais, que são berçários da vida marinha; restingas, que seguram a areia (e a praia que você ama); costões rochosos e corais, que seguram… bem, seguram o mar de ser destruído.

E sim, a água limpinha que chega no mar começa lááá na floresta.

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Tá, mas e eu com isso?

É fato: sem a natureza a gente não sobrevive. Imagine ficar sem água potável para beber ou ir na praia e se deparar com o mar cheio de lixo? Pode ser difícil imaginar, mas essas são preocupações reais. A água que é própria para o nosso consumo é um recurso esgotável, ou seja, ela pode acabar se não cuidarmos das nascentes. E se cada vez mais pessoas deixarem lixo na praia, o mar ficará poluído. 

Pensando em levar a consciência ambiental para o máximo de pessoas, jovens com um desejo em comum se reuniram em um grupo que tem a missão de inspirar boas práticas de preservação da natureza. “EcoTrip” é o nome do projeto que já levou várias pessoas para navegar no rio mais importante do município de Aracruz, o Piraquê-Açu; realizou passeios de canoa até um ninho de garças, realizou ações para promover a ideia de se manter a praia limpa, oficinas de observação de aves e até instalaram uma “ecotenda” para chamar atenção da importância de se proteger a praia. Tudo de forma educativa, acompanhada de estudantes e professores de Biologia. O projeto alcançou cerca de 600 pessoas, entre voluntários, alunos, parceiros e participantes das ações. 

A fotografia captura uma mulher sentada na borda de uma embarcação durante o nascer do sol sobre o mar. Ela usa um colete salva-vidas vermelho e tem os cabelos presos em um rabo-de-cavalo, observando contemplativamente o horizonte onde o sol nasce, criando reflexos dourados na água. A superfície do mar reflete a luz solar. A borda da embarcação é verde-azulada.
Julia Betzel. Foto: Arquivo Pessoal.

Julia Betzel tem 29 anos, mora em Barra do Sahy, e contribui como presidente da “EcoTrip”, que recentemente se tornou uma Organização da Sociedade Civil (OSC). Segundo ela, a motivação para se fundar o projeto surgiu da percepção sobre as belezas naturais únicas da região, mas também dos potenciais impactos, tanto positivos quanto negativos, que podem ser causados pelo turismo tradicional e atividades industriais. 

“Embora fundamentais para a cultura, biodiversidade e economia local, as áreas naturais enfrentam processos contínuos de degradação ambiental. O EcoTrip surgiu como uma alternativa para trazer essa consciência ambiental para moradores e visitantes”, disse ela. 

“Eu sempre fui movida a levar a voz da natureza para outras pessoas para que a gente possa viver em harmonia. Não adianta crescer economicamente, sendo que o meio que estamos inseridos está morrendo, adoecendo. A gente precisa ser sustentável”, destaca Julia Betzel.

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Curte praia? Então agradeça à floresta que segura o manguezal. Curte água fresquinha? Então valeu, nascente protegida. Curte ver passarinho no rolê? Pois é, tem quem esteja lutando pra eles não sumirem.

no fim das contas…
Não é só sobre salvar o planeta (o planeta vai sobreviver sem a gente, aliás). É sobre salvar a nossa chance de continuar por aqui, respirando, surfando, viajando e, quem sabe, vendo uma jaguatirica (de longe, ok?).

Material publicitário da Suzano mostrando rolo de papel higiênico branco em suporte metálico sobre fundo desfocado de banheiro contemporâneo em tons neutros. Texto destacado em blocos verdes no topo informa: "SOU UM PAPEL HIGIÊNICO FEITO COM CELULOSE DA SUZANO, MATÉRIA-PRIMA QUE CHEGA EM MAIS DE 100 PAÍSES", seguido de parágrafos explicativos sobre a celulose como fonte renovável presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Base apresenta QR code com texto "Assista e saiba mais" e logo da Suzano.